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O jornalismo gaúcho perdeu nesta quinta-feira um de seus mais queridos personagens. O jornalista Roberto Silveira Tavares, que atuou por quatro décadas no Correio do Povo e na Rádio Guaíba, morreu em Porto Alegre depois de sofrer um infarto durante a madrugada de quinta-feira. Ele tinha 67 anos de idade.
Em quarenta anos nos veículos da rua Caldas Júnior, Tavares desempenhou diversas funções. No jornal impresso, foi repórter e editor, passando por diversas editorias, como Rural, Cidades e Geral. Também chegou a atuar como diretor da rádio. Além do Correio do Povo e da Rádio Guaíba, trabalhou como assessor de imprensa do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sicadergs), no Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) e na Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP).
“Um cara de excelente caráter, um amigo de verdade, um profissional comprometido e uma pessoa de muito bom humor, que amava viver e as pessoas que com ele conviviam, e um debochado inveterado. Ele era fantástico”, definiu a esposa Maria Angela Damian, que estava com o marido em seus momentos finais. Segundo ela, Tavares havia feito um transplante pulmonar arriscado em 2019. “Ninguém imaginou que ele ia resistir, foram sete horas de cirurgia. Ele estava maravilhoso até às 2h30min”, comentou, explicando que o infarto foi fulminante e sem nenhuma relação com o procedimento de dois anos atrás. Ele estava internado no Hospital São Francisco, da Santa Casa de Misericórdia, onde passou por cirurgia de troca de válvula no coração. “O Roberto foi muito bem atendido. Foi porque era hora de ir.”
Muito conhecido nas redações gaúchas, deixou diversos amigos por onde passou. Ao longo desta quinta-feira, o jornalista foi homenageado por colegas e familiares. Nas redes sociais, onde compartilhava piadas e brincava com as próprias condições de saúde, a maioria dos relatos era lembrando Tavares como um grande profissional e uma pessoa bem-humorada, carinhosa e de grande coração. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors) e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) lançaram notas de pesar.
Fonte:Correio do Povo