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O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, nesta terça-feira (25), uma campanha para coletar, voluntariamente, material genético de parentes de pessoas desaparecidas em todo o País.
O objetivo é abastecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos e, por meio de exames biológicos, auxiliar na eventual identificação de desaparecidos. Segundo o ministério, cerca de 80 mil pessoas desaparecem no Brasil todos os anos.

O lançamento da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas aconteceu na data em que se celebra o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Parentes de pessoas desaparecidas, preferencialmente de primeiro grau (pai e mãe, filhos, irmãos), serão incentivadas a fornecerem mostras do próprio material genético, que é obtido de forma indolor.
Familiares e pessoas próximas também podem entregar itens pessoais pertencentes às pessoas desaparecidas, tais como escova de dentes ou cabelo, óculos, aparelho ortodôntico, dente de leite, aparelho de barbear, aliança e outros objetos nos quais os técnicos possam encontrar material genético.
Criado em 2013 com o objetivo principal de auxiliar investigações criminais por meio da perícia de material genético, o Banco Nacional de Perfis Genéticos conta com menos de 3 mil amostras cadastradas de material genético de parentes de pessoas desaparecidas. De acordo com o ministério, o uso da tecnologia de ponta pode ajudar na localização por meio da identificação de vínculo genético de pessoas encontradas com as cadastradas no banco nacional.
“Não temos mais tempo a perder. A sociedade nos cobra uma atitude em relação às pessoas desaparecidas, em especial às crianças. De certa forma, é uma omissão do Estado não se fazer presente e não ajudar a buscar estas pessoas, estas crianças, e buscar minimizar o sofrimento”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante a cerimônia realizada em Brasília.
Comitê gestor
Além do lançamento da campanha, foi instalado o Comitê Gestor da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Instituído por decreto em fevereiro deste ano, o órgão integrará a estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas será composto também por representantes dos ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cidadania e Saúde, além de integrantes indicados pelo Poder Judiciário, Ministério e Defensoria Públicos, peritos criminais, Conselhos Tutelares, Conselhos de Direitos Humanos e sociedade civil.
Fonte: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, Redação O Sul