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Após confirmação de raiva em morcegos, prefeitura de Porto Alegre alerta para necessidade de cuidados domésticos

Ao longo do ano passado, foram confirmados quatro casos de raiva entre os 118 morcegos recolhidos em Porto Alegre pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS). Os animais com teste positivo para a doença haviam sido coletados em maio, agosto, novembro e dezembro nos bairros Bom Fim, Santana, Teresópolis e Tristeza.

Já em 2022, houve aumento expressivo no número de recolhimentos e coletas de amostras para exames: até 7 de fevereiro, eram 71 animais. Não houve confirmação de casos positivos de raiva.

Os animais recolhidos têm amostras coletadas e enviadas para exame virológico no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), laboratório de referência estadual.

A diretora-adjunta da DVS, Fernanda Fernandes, explica que o serviço de recolhimento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é realizado quando o animal se encontra em situação compatível com a infecção, ou seja: caído no chão ou pendurado em objetos dentro de casa, durante o dia.

Caso o animal esteja voando normalmente (o que costuma indicar presença de colônia na residência), o contato deve ser feito com a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), que prestará orientações sobre o desalojamento.

Infecção

Os morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) são contaminados com o vírus da raiva ao morder ou lamber um animal infectado. Já os não hematófagos (mais comuns no ambiente urbano) podem ser infectados ao compartilhar abrigo com os hematófagos portadores do vírus da raiva, ou mesmo ao disputarem território com estes.

Assim, os não hematófagos infectados podem transmitir acidentalmente a doença à espécie humana e a outros animais quando encontrados vivos, mortos ou prostrados.

A transmissão do vírus do morcego para outro animal ocorre pela saliva de um animal contaminado a outro – não necessariamente pela mordedura. Um simples arranhão de um morcego contaminado é considerado grave, pois eles têm hábito de se lamberem.

Morcegos caídos no chão podem ser alvo da curiosidade de animais domésticos. Por isso, é essencial que os tutores de cães ou gatos mantenham atualizada a carteira vacinal do seu pet. A vacina contra raiva é oferecida na rede privada e deve ser feita uma vez por ano.

Comunicação

Caso encontre um morcego caído ou dentro de casa durante o dia, em estado de prostração, a notificação deve ser feita para a Secretaria de Saúde, à Equipe de Vigilância de Antropozoonoses (Evantropo), via serviço municipal 156, durante 24 horas por dia, ou pelo telefone (51) 3289-2459, de segunda a sexta-feira (9h-17h). A Evantropo também deve ser notificada quando o morcego tiver contato com uma pessoa ou animal.

Fonte: Foto: Divulgação/PMPA, Redação O Sul

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