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Doria comunicou desistência da pré-candidatura da Presidência a aliados no domingo

João Doria anuncia desistência da pré-candidatura à presidência da República nesta segunda-feira (23) em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) comunicou a aliados no domingo (22) que desistiria da pré-candidatura à Presidência da República. A desistência foi anunciada ao público nesta segunda (23).

No domingo (22) pela manhã, ele se encontrou com líderes de partidos aliados em São Paulo. À tarde, falou com governador do estado, Rodrigo Garcia, e os comunicou da decisão. O governador paulista teria dito a aliados estar aliviado com a decisão.

De acordo com relatos de Doria a terceiros no domingo, ele deve se dedicar a um projeto empresarial.

Doria estava sendo pressionado pelo entorno de Garcia a desistir da pré-candidatura à presidência como forma de não atrapalhar a campanha de Garcia. Isso porque o ex-governador de SP tem uma alta rejeição e sua entrada na disputa poderia contaminar os planos do PSDB para São Paulo – o partido governa o estado desde 1994.

Apesar de ter vencido as prévias no ano passado, Doria estava isolado no PSDB. A direção atual estava alinhada com Garcia e promove uma articulação para se coligar com o MDB, de Simone Tebet.

Na semana passada, Doria ameaçou judicializar a questão ao divulgar uma carta com o seu advogado, Arthur Rollo, dando a entender que não mediria esforços para ser candidato à Presidência pelo PSDB.

O movimento só piorou a situação dele no partido. Até aliados mais próximos avaliaram que foi um erro, e ele teve de recuar. E, então, restou a ele contar com um recurso ao diretório nacional e à convenção que, de acordo com estatuto do PSDB, homologa a escolha feita pelos filiados nas prévias.

Ocorre que nos últimos dias, tucanos começaram a ventilar a possibilidade de nem convocar a convenção de modo que Doria não teria a chance de ter homologado o resultado das prévias que lhe elegeram pré-candidato.

Ainda restam duas vertentes no PSDB: a direção que defende aliança com MDB, tendo Tebet como candidata à Presidência, e um outro núcleo que apoiou no passado Eduardo Leite e que agora defende uma candidatura própria, mas com o senador Tasso Jereissati, do Ceará, ou até mesmo o próprio Leite à frente.

Fonte:G1

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