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Márcio Silva renunciou ao cargo de presidente do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA) de Camaquã. O anúncio foi realizado durante Assembleia Geral realizada no salão de eventos do HNSA, no final da tarde dessa quinta-feira (13), com a presença das mantenedoras da entidade.
O principal motivo apresentado por Silva para a desistência do cargo é a dívida milionária que o hospital possui na Receita Federal e que consta no Cadastro de Pessoa Física (CPF) do ex-presidente.
A situação financeira do HNSA foi o maior desafio enfrentado pela gestão de Márcio Silva – iniciada em 15 de março de 2022. Ele foi eleito com 11 de 15 votos dos presentes. Segundo o ex-presidente, a instituição de saúde deve um montante que ultrapassa R$ 4 milhões somente em despesas com energia elétrica. A dívida total do HNSA já é de mais de R$ 80 milhões.
Uma nova eleição deve ser convocada no período de 30 dias, de acordo o estatuto da entidade. O prefeito Ivo de Lima Ferreira (PSDB) lamentou a falta de apoio de outros gestores dos municípios da região que utilizam o HNSA como hospital de referência, mas que não disponibilizam verbas para manter a instituição de saúde.
No entanto, recursos recebidos somados ao governo do Estado através do programa Avançar, totalizam mais de R$ 5 milhões que serão investidos na reforma e novo bloco de internação SUS com 46 leitos. A habilitação de UTI está ativa para ser utilizada de forma geral. Porém, o vereador Luciano Cabeça (PSDB) comentou na sessão ordinária do último dia 3 que o Executivo camaquense corre o risco de não renovar o convênio no qual dava ajuda financeira ao hospital em razão do déficit nos cofres da prefeitura.
Durante a fala, Silva apresentou um comparativo de internações no HNSA, que teve um aumento significativo em 2022, assim como os atendimentos de urgência e emergência, quando comparados com os dados de 2021.
Fonte:Blog do Juares