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Polícia investiga construção ao lado de prédio que desmoronou em Porto Alegre - Rádio São José do Patrocínio

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Polícia investiga construção ao lado de prédio que desmoronou em Porto Alegre

O motorista Anderson Ribeiro, 40 anos, estava na cadeira do dentista sendo atendido por volta das 9h30min desta quinta-feira quando ouviu estalos do concreto. Em instantes, viu desabar todo o corredor do lado da sala onde estava, no segundo andar da clínica odontológica na avenida Protásio Alves, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

Uma sala de cirurgia, também ao lado do local onde ocorria o atendimento, e a garagem localizada no térreo cederam. Ninguém se feriu, mas a queda causou momentos de pânico para as cinco pessoas que estavam no local e fez com que a rua fosse parcialmente bloqueada. A principal suspeita dos proprietários e vizinhos é de que uma obra que estava sendo executada no terreno ao lado tenha comprometido a estrutura, mas o caso precisa ser investigado.

“Dá para dizer que nascemos de novo”, comentou Ribeiro após o ocorrido. Segundo ele, foi uma sorte não haver ninguém na sala cirúrgica ou nas escadas, que vieram a baixo. Funcionários e pacientes que estavam na sala de espera relataram que sentiram o chão trepidar, viram a parede rachar e conseguiram sair do recinto logo antes do desabamento.

O 1° Batalhão de Bombeiro Militar logo foi acionado por moradores do entorno, que auxiliaram as pessoas a deixarem o local por uma janela. Em seguida, os bombeiros inspecionaram a área com o auxílio de um cão farejador. “Os ocupantes disseram que as cinco pessoas saíram, mas, com era de acesso da edificação, podia ser que alguém estivesse chegando no momento do colapso”, explicou o oficial de serviço, tenente Vagner Silveira da Silva.

Somente nesta semana, este foi o segundo desabamento em que trabalhou. Na terça-feira já havia atendido a queda de um muro e dos cilindros de gás de um prédio no bairro Menino Deus.

Um dos proprietários da clínica odontológica, Cezar Dal Pizzol, estava em seu outro consultório, a duas quadras de distância, quando ouviu a notícia no rádio. Em seguida, seu irmão, sócio do estabelecimento na Protásio Alves, lhe mandou uma foto informando que havia sobrado apenas uma sala do prédio.

Dal Pizzol afirmou que nos dez anos em que estão no local, a estrutura da edificação não foi modificada. A obra ao lado, no entanto, já vinha sendo motivo de desconfiança. De acordo com ele, a construtora comprou alguns imóveis no terreno e em 2019 começou o processo de demolição, que ficou inacabado.

“Por um bom tempo, ficou em ruínas. Ficamos preocupados, fizemos registro na Defesa Civil, registro fotográfico e avisamos o pessoal da engenharia, porque tinha muitas vigas aparentes, sinais de que iriam cair.”

Desconfiança 

Os trabalhos de demolição, segundo o sócio da clínica, foram reiniciados no início deste ano e estavam sendo conduzidos no momento do desabamento. Minutos antes da queda de parte da estrutura, o advogado Jorge Garcia havia subido ao último andar de seu prédio e feito uma foto da obra em execução.

O motivo era justamente a preocupação de moradores com relação ao empreendimento, que segundo ele será um prédio com três andares de garagens e 14 andares de residências. A previsão, informou, é de que os trabalhos cheguem até perto de seu edifício, localizado nos fundos do terreno.

Ainda pela manhã de quinta-feira, funcionários da construtora estavam no local, mas não quiseram se manifestar. A reportagem tentou contato telefônico com a construtora, mas não foi atendida. A titular da 8ª Delegacia de Polícia (DP), delegada Andrea Magno, explicou que a primeira preocupação era isolar a área para se ter certeza de que não havia vítimas. Em seguida, o local seria periciado e, por último, os bombeiros deveriam retornar para confirmar que o restante do prédio não tinha risco de queda.

Segundo ela, os responsáveis pela obra serão ouvidos. “Já existe una ocorrência policial registrada, vai ser instaurado o inquérito para apurar a circunstâncias desse fato. Precisamos da perícia e demais elementos de prova para verificar se houve ou não um fato criminoso.”

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