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A Polícia Civil cumpriu uma ordem judicial, na manhã desta quarta-feira (4), contra o tráfico de drogas no Presídio Estadual de Camaquã (Pecam). As diligências fazem parte da operação Primum Ferula, desencadeada pela 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) na região metropolitana de Porto Alegre e em Santa Catarina.
Os agentes executaram 31 mandados de busca e apreensão, cinco prisões preventivas, duas prisões temporárias, cinco sequestros de veículos e quatro bloqueios de contas bancárias. Um dos veículos sequestrados foi avaliado em cerca de R$ 350 mil, e outros que, somados, valem mais de R$ 250 mil. Houve ainda a apreensão de 100g de cocaína, balança de precisão, duas armas de fogo, mais de R$ 14 mil em espécie e diversos celulares.
Até o momento, oito pessoas foram presos, sendo cinco cautelarmente e três em flagrante. Além de Camaquã, as medidas cautelares foram executadas em Porto Alegre, Viamão, Gravataí, Novo Hamburgo, Canoas, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Alvorada, Palhoça (SC) e Florianópolis (SC).
No Pecam, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão contra um apenado da galeria B, conhecida como “seguro”. O homem de 33 anos tem antecedentes por tráfico, falsidade ideológica, ameaça e porte ilegal de arma. Dentro da cela dele foram encontrados sete celulares. Os policiais penais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) auxiliaram a Polícia Civil na ação.
Segundo a delegada Ana Flávia Leite, responsável pelo caso, a investigação iniciou após a prisão de um homem por tráfico de drogas, em novembro de 2022. Com ele, foram apreendidos porções de maconha, cocaína, balança de precisão, uma quantia significativa de dinheiro em espécie e um celular. O suspeito já havia sido preso um mês antes, mas conseguiu liberdade provisória na Justiça e continuou a traficar.
Através da quebra do sigilo telefônico do investigado, a polícia descobriu que o grupo criminoso se organizava para realizar a venda, o transporte e o armazenamento de drogas e armas. Em curto período de tempo, houve a movimentação de mais de 83kg de cocaína, 356kg de maconha e 20kg de crack.
No decorrer do inquérito, a polícia identificou também operadores financeiros e “laranjas”, que possuem contas bancárias para dissimular o real destinatário dos valores arrecadados com o tráfico. “Verificou-se a movimentação de pelo menos R$ 160 mil. Posteriormente, o capital ilícito era convertido em bens de luxo, como um veículo estimado no valor de R$ 350 mil”, afirma a delegada.
A autoridade policial destaca que a ação integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar as ações e investigações contra o tráfico de drogas e as organizações criminosas, além do crime de lavagem de dinheiro, a fim de descapitalizar as quadrilhas.





Fonte: Blog do Juares