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Fórum nacional debate a cadeia produtiva do milho

Assunto em destaque pela importância na cadeia de proteína animal, o 12º Fórum Nacional do Milho, realizado na tarde de segunda-feira na 21ª Expodireto Cotrijal, teve como enfoque o incremento da cultura no Estado a partir do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho/RS), lançado em fevereiro. Coordenado pelo ex-secretário da Agricultura, Odacir Klein, o evento contou com a presença do governador e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em ato de assinatura de contrato do Estado com o Banco do Brasil para linhas de financiamento destinadas à irrigação.

Na safra 2019/2020, a cultura é a que mais sofreu com a estiagem, com quebra projetada de 30%, o que reduz a produção de quase 6 milhões para cerca de 4 milhões de toneladas, num contexto histórico onde o déficit anual do grão é de 1,5 milhão de toneladas. O diretor de Política Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti, reiterou que o Pró-Milho/RS analisa questões como produção, qualidade, crédito e comercialização, tendo como meta tornar o Estado autossuficiente em milho em 3 a 5 anos.

“O milho é um cereal estratégico para o agronegócio gaúcho, pois interage com toda a cadeia de aves, suínos e bovinos, que representa 10% do PIB do Estado”, observou.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, lembrou que Estado perde, por ano, R$ 600 milhões em logística e ICMS por ter que comprar milho de fora O presidente da Apromilho/RS, Ricardo Meneghetti, que coordenou o painel sobre o milho como cultura protetiva, comentou que o programa uniu a cadeia produtiva.

O pesquisador da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, proferiu palestra sobre o uso do milho na rotação de culturas. Ele destacou a melhora do desempenho do grão apenas adotando práticas de descompactação do solo.

 

 

 

Fonte: Foto: Mauro Schaefer, Correio do Povo

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