
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Após mais de 17 horas de júri popular, considerando o horário das refeições, dois réus foram condenados em Camaquã (RS), na madrugada desta quinta-feira (5). No júri, que começou às 8h30 de quarta (4) e encerrou à 1h50 de quinta-feira (5), três réus foram a júri popular pela morte de André da Silva Costa, que ocorreu na madrugada de 29 de maio de 2011, na zona do meretrício de Camaquã.
Everton Mello Pontes, “quadrado”, o executor, e Márcio Alexandre dos Santos Pogorzelski, “Marimba”, o mandante, foram condenados a 18 anos de prisão em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe), mediante pagamento e sem possibilidade de defesa da vítima. Márcio já saiu preso do foro, pois estava em liberdade provisória. Jéferson Oliveira da Silva, O ‘Bijú’, foi absolvido.
Entenda o caso
André da Silva Costa foi morto a tiros no dia 29 de maio de 2011, por volta das 3 horas, na zona do meretrício de Camaquã. Após longa investigação criminal e de acordo com o que consta no processo, o Ministério Público apurou que os autores do crime teriam sido Everton Mello Pontes, O “quadrado” e Jéferson Oliveira da Silva, O ‘Bijú’, tendo como mandante Márcio Alexandre dos Santos Pogorzelski, o “Marimba”. Entretanto, Jéferson foi absolvido.
De acordo com as investigações, a empreitada criminosa se deu em virtude da disputa pelos jogos de azar e máquinas caça-níqueis, pois o mandante e a vítima eram concorrentes. Antes mesmo do homicídio, já teriam várias ocorrências de brigas entre eles, inclusive, em uma oportunidade a camionete vermelha Dodge de André foi alvejada por diversos tiros.
Já na fase processual e longo transcurso de tempo em virtude da complexidade do caso, três réus, muitas testemunhas, foram pronunciados e levados a júri popular e condenados à pena privativa de liberdade de 12 anos, por homicídio duplamente qualificado.
Em recurso ao Tribunal de Justiça em Porto Alegre, a defesa do acusado Márcio, Dr. Jader Marques, anulou o referido júri popular por conta de quesitos mal formulados aos jurados. Assim, o processo voltou para a comarca de origem, Camaquã, para novo julgamento, que anteriormente seria no dia 1º de outubro de 2024, mas foi adiado para 4 de dezembro de 2024.

Representantes do Ministério Público: Dr. Guilherme Gaspar Justo Neutzling, Dr. Fernando Mello Müller e Dr. Francisco Saldanha Lauenstein

Advogado de defesa: Dr. Jader Machado