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Sanidade das sementes é chave para sustentabilidade

Segundo José Otávio Menten, professor sênior da ESALQ/USP e presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), garantir a sanidade das sementes é essencial para o sucesso da produção agrícola e pecuária no Brasil. As sementes são o insumo mais importante da produção vegetal e precisam atender a critérios genéticos, físicos, fisiológicos e sanitários, sobretudo em plantas forrageiras e de cobertura, fundamentais para a nutrição animal e a saúde do solo.

O Brasil possui cerca de 170 milhões de hectares de pastagens, mais do que o dobro da área cultivada com grãos e outras culturas. Melhorar a qualidade dessas áreas, utilizando sementes livres de patógenos, é estratégico para aumentar a produção de carne e leite. Além disso, plantas de cobertura, como crotalárias e mucunas, desempenham papel crucial na conservação e recuperação do solo.

“As plantas forrageiras são utilizadas principalmente como pastagem, mas também servem para fenação, silagem e fornecimento de alimento picado no cocho. Estima-se que as pastagens ocupem cerca de 170 milhões de hectares no Brasil — o equivalente a 20% da área com atividade agropecuária —, mais que o dobro da área cultivada com grãos, cana-de-açúcar, café, frutas, hortaliças, entre outros. São, portanto, a principal fonte de alimento para a pecuária brasileira. Melhorar a qualidade das pastagens é essencial para aumentar a lotação animal por hectare e, consequentemente, a produção de carne e leite”, comenta;

Essas espécies, embora muitas vezes não sejam tratadas como lavouras comerciais, estão sujeitas a pragas e doenças que podem reduzir a produtividade em até 15%. Muitos patógenos são disseminados pelas próprias sementes, afetando não só a cultura atual, mas também aquelas que vêm na sequência nos sistemas integrados.

“À medida que a agricultura brasileira avança, torna-se cada vez mais importante garantir sua sustentabilidade. O uso de sementes sadias e/ou devidamente tratadas de plantas forrageiras e de cobertura é um passo essencial para consolidar o Brasil como uma referência mundial em produção agrícola”, conclui.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems

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