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“É muito estranho”: vizinhos de sítio da família de desaparecidos em Cachoeirinha relatam preocupação

A residência do casal fica no bairro Anair, mas a família possui um sítio localizado em Gravataí

O caso do desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na região Metropolitana, segue intrigando e preocupando vizinhos com o que pode ter acontecido com o trio – o casal Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, e a filha Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos. Ela está desaparecida desde o dia 24 de janeiro, enquanto os idosos desde o dia 25. A residência do casal fica no bairro Anair, mas a família possui um sítio localizado em Gravataí, onde, segundo relatos de vizinhos, Isail e Dalmira frequentavam eventualmente durante a semana, e principalmente aos finais de semana. O espaço, grande e com muitas árvores, fica localizado dentro de um condomínio.

Sítio em Gravataí da família desaparecida em Cachoeirinha

Sítio em Gravataí da família desaparecida em Cachoeirinha.

Paulo Krebs, um dos vizinhos, afirma que não tinha proximidade com a família, mas que o caso tem mexido com a vizinhança. Ele lembra que a última vez que viu o casal foi logo antes do desaparecimento.

“É muito estranho”, diz ele sobre o desaparecimento. “Eles têm um mercado. Hoje em dia, o pagamento é por pix e cartão. Não tem dinheiro. Não dá para dizer que [ladrões] entraram lá que mataram em um assalto. E a filha desaparecer e depois eles?”, se questiona. Paulo mora há 20 anos na residência, e afirma que há 10 o casal foi morar ali. “Eles vinham um dia sim, um dia não”, conta.

“Nunca vi eles dormirem aqui. Chegavam 14h da tarde, passavam a tarde inteira aqui, e às 18h iam embora”, relata. Ele afirma nunca ter visto a filha do casal, Silvana Germann de Aguiar, no local.

Marcelo de Nogueira Ribeiro, outro vizinho mais distante, comenta que também não tinha contato com a família, mas ele e sua esposa ficaram sabendo do ocorrido após informações compartilhadas no grupo do condomínio.

Perícia foi realizada em casas e carros da família

A Polícia Civil trata o caso como um possível crime, com hipóteses que incluem cárcere privado ou homicídio. Nesta quinta-feira, uma perícia foi realizada pelos agentes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) no carro de Silvana e na Kombi de Isail e Dalmira, além das duas residências da família e do mercado. Foi solicitada perícia de papiloscopia, genética, exame de vestígios de sangue e outras perícias de local de crime.

O trabalho dos peritos durou cerca de três horas. De acordo com o titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), delegado Anderson Spier, os laudos do IGP deverão compor o conjunto comprobatório que deverão auxiliar os agentes a compor o quebra-cabeças da investigação e auxiliar a localizar o paradeiro do trio.

O IGP informou, em nota, que tão logo os laudos estejam concluídos, serão remetidos à autoridade que conduz as investigações. Além dos laudos periciais, o delegado Spier também conta com análise das movimentações financeiras e bancárias da família.
Fonte: Foto : Mauro Schaefer, Correio do Povo

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