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O mercado de soja encerrou a semana com recuperação pontual de preços no Sul e no Centro-Oeste, mas sem avanço consistente da liquidez. Segundo a TF Agroeconômica, a alta moderada em Chicago foi parcialmente neutralizada pela queda do dólar, enquanto frete, prazos de pagamento e demanda dos compradores limitaram os negócios.
No Rio Grande do Sul, as indicações subiram R$ 0,50 por saca na sexta-feira, com Rio Grande a R$ 157, Passo Fundo a R$ 148 e Santa Rosa a R$ 149. Mesmo com a reação, as negociações permaneceram pontuais. O excesso de umidade também restringe o acesso de máquinas às lavouras e mantém a semeadura em estágio inicial.
Em Santa Catarina, Campos Novos ficou estável em R$ 148. O plantio avança em ritmos diferentes, conforme o calendário de cada região e as condições de campo. No Paraná, Paranaguá e Cascavel ganharam R$ 1,50, para R$ 155,50 e R$ 144,50. O estado tinha 36% da área semeada, com lavouras predominantemente boas, embora as chuvas dificultem operações e aplicações.
Em Mato Grosso do Sul, os preços seguiram mistos: Campo Grande subiu a R$ 137, Dourados permaneceu em R$ 141 e Maracaju recuou a R$ 136. O plantio atingia 18% até 2 de outubro, com forte diferença entre as regiões, e 92% da safra 2025/26 já estava comercializada.
Em Mato Grosso, a semeadura chegou a 33,28% da área até 9 de outubro. As cotações tiveram pequenas altas, entre R$ 0,05 e R$ 0,35 por saca, insuficientes para compensar integralmente a perda anterior. A continuidade das chuvas será decisiva para manter o ritmo do plantio, enquanto os produtores avaliam a necessidade de caixa e o valor líquido das vendas.
Fonte: Foto: Pixabay, Agrolink – Leonardo Gottems