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Ação do governo do Estado na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, discute violência contra a mulher

Em alusão ao Agosto Lilás, mês nacional de proteção à mulher, a Praça da Alfândega, em Porto Alegre, se tornou palco de uma forma diferente de interação sobre o tema. A iniciativa, que partiu do governo do Estado, chamou a atenção do público e mudou, por algumas horas, a rotina do Centro da Capital. O Agosto Lilás marca também o aniversário da Lei Maria da Penha, que completou 17 anos na segunda-feira (7).

Uma tela de acrílico foi colocada no meio da praça, provocando a curiosidade do público. Na placa, havia um questionamento: “Violência contra a mulher: como combater?”. Pessoas que passavam pelo local foram convidadas a expressar na tela o que pensam sobre o assunto, utilizando palavras-chave.

A delegada Cristiane Ramos, diretora da Divisão de Proteção à Mulher da Polícia Civil, e a capitã Débora Rocha, comandante da Patrulha Maria da Penha no 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foram até a praça para ouvir o que a população tem a dizer, criando um espaço de discussão e abordagens construtivas. Aproximar os agentes públicos dos cidadãos e escutar a comunidade são ferramentas importantes para o aprimoramento de políticas públicas.

Diálogo

Pessoas de diferentes idades, gêneros e grupos sociais participaram da ação. Todos foram chamados a escrever algo na tela. Durante o encontro, também foi discutido o envolvimento dos homens no debate pelo fim da violência contra a mulher.

Algumas mulheres se emocionaram ao pensar sobre o tema e não conseguiram participar da dinâmica, revelando o quanto esse assunto toca profundamente muitas pessoas. Outras compartilharam que já vivenciaram relacionamentos abusivos. Em resposta ao questionamento, surgiram palavras e expressões como rede de apoio, cidadania, educação, empatia e respeito.

“Os dados estatísticos mostram que a grande maioria das mulheres que sofreram feminicídio não tinham medidas protetivas de urgência nem ocorrência policial registrada. A situação de violência contra a mulher acontece ao longo de muitos anos até que se chegue ao feminicídio. Então, é muito importante que, antes desse evento letal, as mulheres consigam romper o silêncio e denunciar”, afirmou a delegada Cristiane.

Para a capitã Débora, a mobilização mostrou que as pessoas estão mais confiantes na atuação do Estado. “Denunciar é uma forma de combater. É preciso confiar nas instituições, porque há um trabalho sendo realizado a fim de reduzir esses números e garantir a preservação dessas vidas. O Estado está ao lado das mulheres gaúchas nesse combate. Elas não estão sozinhas, e nós temos programas para ampará-las. Elas não precisam ter receio de denunciar”, enfatizou.

Ações

Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 40 casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, o que representa uma redução de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. O governo estadual está intensificando as estratégias de enfrentamento. Diversas políticas públicas estão em curso e vêm contribuindo para a redução dos indicadores.

Atualmente, há 21 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) em diversos municípios do Estado. Na capital gaúcha, há uma Deam com atendimento 24 horas. Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil lançou a Delegacia Online da Mulher, hospedada dentro do site da Delegacia Online.

Fonte: Foto: Luís André Pinto/Secom, Redação O Sul 

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