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Ambiente alimentar molda consumo alimentar futuro

O debate sobre ambiente alimentar e formação de hábitos vem ganhando espaço nas discussões sobre consumo e mercado. Segundo Sergio Cardoso, Diretor de Operações na Itaobi Representações, a forma como adolescentes se alimentam dentro das escolas pode influenciar padrões que se estendem por toda a vida adulta.

Estudo da Universidade de São Paulo apontou que estudantes consomem menos alimentos ultraprocessados em instituições onde há regulamentação das cantinas. A constatação vai além de um dado técnico. Ela indica que o ambiente exerce papel direto na construção de preferências e comportamentos alimentares. Quando a rotina escolar é marcada por oferta frequente de salgadinhos, refrigerantes e doces, esse padrão tende a ser naturalizado. Em contrapartida, quando há maior presença de alimentos básicos e preparações simples, o paladar e a percepção sobre comida se desenvolvem de forma diferente.

Nesse contexto, a discussão sobre o arroz ganha outra dimensão. Cardoso observa que o produto não representa apenas um item de prateleira, mas uma base alimentar historicamente presente na mesa do brasileiro. Combinado ao feijão e a preparações cotidianas, o alimento oferece energia estável ao longo do dia, fator relevante especialmente no período escolar, quando atenção e concentração são exigidas.

A redução de ultraprocessados não significa eleger soluções isoladas, mas abrir espaço para que alimentos básicos retomem protagonismo. Para o diretor, analisar o futuro do consumo de arroz exige olhar além de preços e considerar também ambiente alimentar e formação de comportamento. Os hábitos que irão orientar o mercado nos próximos anos estão sendo construídos agora.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems

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