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Após chuva, moradores calculam prejuízos em casas inundadas na zona Norte de Porto Alegre

A manhã desta quinta-feira foi de muito trabalho para os moradores da Vila Farrapos, na zona Norte de Porto Alegre. A chuva forte que atingiu a cidade entre a noite de terça-feira e a quarta-feira fez com que as casas ficassem inundadas.

Nas ruas Júlio Castilhos de Azevedo e Carlos Alfeu Carvalho, o clima entre os moradores era de tristeza e indignação. Tristeza pela perda dos móveis atingidos pelo temporal. Indignação com a prefeitura, que segundo eles, não resolve o problema das inundações que ocorrem há anos na região.

A aposentada Loraci Oliveira, residente da Júlio de Castilhos de Azevedo, confidenciou estar cansada com a situação. “Estava me recuperando do alagamento de junho e agora levo outra pancada”, comentou ela, ao olhar para os móveis estragados pela água misturada com barro que atingiu a moradia. Segundo ela, a cada temporal a família amarga com os prejuízos. Na chuva forte que castigou a Capital entre terça e quarta-feira, a aposentada perdeu um fogão, um colchão, um forno de microondas e um armário de cozinha que havia ganho através de doações. “É um dia muito triste”, revelou.

Na mesma rua, o aposentado Nelson Fagundes disse que ainda não havia feito o cálculo dos prejuízos em razão do temporal. “A água chegou a quase um metro de altura e estragou a geladeira e a máquina de lavar. Não deu tempo de colocar para o alto”, lamentou Fagundes, que hoje lavava o pátio e a casa com mangueira. Ele aproveitou o dia de sol e o tempo seco e colocou o colchão e a cama para secar na frente da residência. Ele pediu que a prefeitura resolva de uma vez por todas a questão dos alagamentos na Vila Farrapos. “Não é possível viver assim a cada chuva forte. É uma sensação de pavor a cada instabilidade”, acrescentou.

Na rua Carlos Alfeu de Carvalho, a dona de casa Marina Santos disse que está cansada de arcar com tantos prejuízos. “Os móveis estão todos estragados. É uma tristeza”, ressaltou. Nesta manhã, na rua Voluntários da Pátria ainda havia um acúmulo de água próximo da Casa de Bombas da prefeitura. Alguns motoristas que vinham da Arena do Grêmio para o Centro se arriscaram a passar na via alagada. Um veículo acabou apresentando problemas mecânicos e foi resgatado por um guincho.

Na região das ilhas do Pavão, Grande dos Marinheiros, Flores e da Pintada, os moradores estão em alerta para a elevação do Guaíba. Quem passou hoje pela BR 116, no sentido Porto Alegre-Eldorado do Sul-Guaíba percebeu uma elevação do nível da água próximo da parte baixa das obras da nova ponte do Guaíba.

Segundo a MetSul Meteorologia, os primeiros alagamentos nas ilhas de Porto Alegre devem começar nas próximas horas. O prognóstico é que o nível do Guaíba deverá subir muito mais que os 2,08 metros atuais e o pico da cheia ainda levará dias, devendo ser de grandes proporções e potencialmente histórico. O nível do Guaíba saltou de 1,91m para 2,06 metros em 48 horas.

Fonte: Correio do Povo

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