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Uma professora de 29 anos foi presa, nesta segunda-feira (4), acusada de abusar sexualmente de alunas adolescentes em Sentinela do Sul. Os episódios foram denunciados pelas vítimas no dia 14 de agosto, após uma palestra da Polícia Civil sobre prevenção ao abuso sexual infantojuvenil em uma escola da rede municipal de ensino.
A investigação ficou a cargo da Delegacia de Polícia (DP) de Tapes, sob a coordenação do delegado Luciano Meira Rodrigues. Até o momento, dois casos chegaram ao conhecimento das autoridades policiais. No decorrer do inquérito policial, os investigadores comprovaram que a suspeita mantinha relações sexuais com as alunas na sala dos professores, na biblioteca e também dentro do ônibus que as levava para excursões. Além disso, a acusada dava presentes e oferecia bebidas alcoólicas para as estudantes.
Após as vítimas relatarem os abusos, a professora chegou a ameaçar algumas delas, dizendo que “não se importava de ser denunciada” e que “tinha dinheiro pra sair dessa”. O celular da acusada foi apreendido e encaminhado para perícia. Por meio da análise, a polícia descobriu que a mulher cogitava matar uma das alunas e depois tirar a própria vida.
O delegado Luciano representou pela prisão preventiva da suspeita. O mandado judicial foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), após parecer favorável do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
A suspeita foi presa pelos agentes na esquina de Tapes. Segundo a polícia, ela já havia sido afastada de uma escola de Tapes e também foi desligada de suas funções em Sentinela do Sul. A investigada poderá ser indiciada no inquérito policial por estupro de vulnerável, importunação sexual e ameaça. A polícia não descarta o aparecimento de novas vítimas.
O projeto Libertar, desenvolvido pela 29ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI), com sede em Camaquã, busca o encorajamento das vítimas a romperem o silêncio que o ciclo da violência sexual proporciona.
Palestras estão sendo realizadas desde março nas instituições de ensino da região, no intuito de conscientizar alunos e professores, de forma a se prevenir abusos sexuais na infância e adolescência.
Fonte:Blog do Juares