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Comissão debate posição do Brasil na conferência global sobre controle do tabaco

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (9) uma audiência pública crucial sobre a posição do Brasil na 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Controle do Tabaco. O evento acontece às 14h30, no plenário 6, e coloca em pauta o impacto econômico e social de possíveis mudanças nas diretrizes globais contra o tabaco.

Brasil lidera exportações globais de tabaco

O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de tabaco há mais de 30 anos. Em 2024, as exportações brasileiras ultrapassaram 455 mil toneladas. Esse desempenho reforça a relevância do país no mercado global e, por isso, a definição de um posicionamento claro para a COP 11 se tornou uma prioridade estratégica.

Além disso, a cadeia produtiva do tabaco sustenta milhares de famílias no Sul do país. Somente nos estados da região, 509 municípios têm na fumicultura uma de suas principais bases econômicas. Esses municípios representam 43% do total da região. No Rio Grande do Sul, a atividade se destaca em 201 cidades.

Mais de 138 mil famílias vivem da produção de tabaco

O número de famílias envolvidas na produção de tabaco cresceu 3,5% em relação ao último ciclo. Atualmente, são cerca de 138 mil famílias nos três estados do Sul. O Rio Grande do Sul lidera esse cenário, com 69,2 mil famílias diretamente ligadas à fumicultura.

Assim, a atividade desempenha um papel essencial para a economia rural. Além dos empregos diretos, o setor gera mais de 600 mil ocupações indiretas, segundo dados apresentados pela Comissão.

Expansão da área plantada mostra força do setor

A área destinada ao cultivo de tabaco também registrou aumento expressivo. Foram plantados mais de 309 mil hectares na safra atual, um crescimento superior a 9% em comparação com o ciclo anterior. Especialistas apontam que a boa rentabilidade das safras anteriores impulsionou esse avanço.

Segundo os organizadores do debate, decisões tomadas sem diálogo com os produtores podem gerar impactos socioeconômicos severos para milhares de brasileiros.

Convenção da OMS propõe medidas mais restritivas

A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, ratificada pelo Brasil em 2005, representa o primeiro tratado internacional da OMS voltado à redução do consumo de cigarros e produtos derivados. A COP 11, marcada para novembro, em Genebra, promete discutir novas diretrizes, que podem incluir medidas mais restritivas à produção e comercialização.

No entanto, parlamentares e representantes do setor argumentam que as decisões precisam considerar a realidade econômica dos países produtores. Para o deputado proponente da audiência, a falta de transparência sobre o posicionamento do governo brasileiro preocupa produtores e lideranças regionais.

Debate busca equilíbrio entre saúde pública e economia rural

A audiência pública pretende reunir especialistas, representantes do governo e da cadeia produtiva para discutir os possíveis desdobramentos da COP 11. O objetivo é garantir que o Brasil atue com responsabilidade, defendendo tanto os compromissos de saúde pública quanto os direitos dos agricultores que dependem da fumicultura.

discussão foi proposta pelo deputado Pezenti (MDB), de Santa Catarina, e contará com a presença de diversas lideranças principalmente do Sul. O produtor de tabaco e influenciador Giovane Weber, que participa toda quarta-feira do programa Campo em Dia, está em Brasília para acompanhar o debate.

Fonte: Foto: Karine Viana/Palácio Piratini, Pablo Bierhals, Redação/Clic Camaquã

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