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A comunidade escolar da EEEM Adão José de Assis Barbosa – Ciep, no bairro Ouro Verde, em Camaquã, esteve mobilizada em prol da educação na tarde desta quarta-feira (20). A atividade contou com a presença de professores, servidores públicos, vereadores, pais e alunos.
O grupo vestido de preto apresentava cartazes com frases de apoio a greve, como “S.O.S. Educação Pública” e “É greve, porque é grave”. Os manifestantes criticaram o parcelamento de salários e o pacote de reformas proposto pelo governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB).
De acordo com o Cpers Sindicato, entre as propostas, está a retirada de incentivo de qualificação profissional dos professores e a contribuição previdenciária de inativos.
Segundo César Diniz, diretor da instituição, 90% dos servidores da escola aderiram à paralisação da categoria. No entanto, a escola mantem as portas abertas em respeito aos profissionais que optaram em manter as atividades.
“O movimento é forte e está crescendo no Rio Grande do Sul. Não lutamos apenas para manter nossos direitos adquiridos, lutamos para que a educação do Estado volte a ser protagonista e para isso é preciso investimento”, afirma o diretor.
Diniz defendeu ainda que havendo a necessidade de reformas, que seja feita outros poderes e também com quem possui rendimentos mais altos. “Se for uma sacrifício, que seja de todos, não apenas com uma categoria”, cobrou o profissional.
Fonte: Blog do Juares