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Dono de academia e mais quatro são indiciados por morte de aluna que caiu de prédio no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito que apura a morte de Denise de Oliveira, de 45 anos, que caiu do segundo andar de uma academia em Caxias do Sul. Nesta sexta-feira (13), o delegado Edinei Albarello indiciou cinco pessoas por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

Foram indiciados o dono da academia, o arquiteto responsável pela construção do prédio e três servidores públicos da época. Embora os nomes não tenham sido divulgados, o delegado explicou que todos tiveram participação em falhas técnicas que resultaram na morte da aluna.

Estrutura inadequada da academia e falhas na liberação da obra

Segundo a investigação, o arquiteto elaborou e executou o projeto do edifício. No entanto, ele não teria atendido às exigências técnicas determinadas.

Com relação aos servidores públicos, a responsabilidade, segundo o delegado, está relacionada à concessão da licença para construção e liberação do alvará.

Outro ponto grave identificado foi o tipo de vidro instalado na parede próxima ao equipamento. A perícia apontou que o material tinha apenas 4 mm de espessura e não oferecia resistência suficiente.

Aparelho próximo ao vidro da academia contribuiu para a tragédia

Denise se exercitava em um aparelho chamado graviton, que utiliza o peso corporal para os movimentos. O equipamento estava posicionado a apenas 70 cm da parede de vidro. Quando ela se desequilibrou, foi projetada contra o material frágil e caiu.

A morte da vítima ocorreu pela junção de dois fatores. A proximidade demasiada do aparelho de musculação em relação à parede de vidro, razão pela qual, quando a vítima caiu do equipamento, foi projetada diretamente contra o vidro. E a instalação de vidro inadequado, quando da construção do edifício, em desrespeito às normativas legais.

Embora a causa exata da queda — se mal súbito ou desequilíbrio — ainda não tenha sido determinada, a perícia não encontrou vestígios que possam esclarecer o momento exato do acidente. Um exame toxicológico foi feito, mas o resultado ainda está pendente.

Defesa da academia aguarda laudo

A advogada da academia, Daniela Silva, afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito finalizado. Ela aguarda a conclusão oficial para se manifestar em nome da defesa.

Quem era Denise de Oliveira

Natural de Caxias do Sul, Denise trabalhava como tecelã e era muito querida por familiares e amigos. Solteira, ajudou a criar o sobrinho Guilherme Oliveira, hoje com 25 anos.

O sobrinho declarou:

Era a pessoa mais especial do mundo pra mim. Eu morei com ela desde os seis meses, a minha vida inteira eu passei com ela, tudo que eu sei foi ela quem me ensinou, tudo que eu sou hoje é graças a ela e minha mãe (…) O que a família tá sentindo agora é fora do normal.

Fonte:Clic Camaquã, Kathrein Silva

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