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O Balanço Geral trata de um assunto que vem gerando cada vez mais comoção. As pautas urgentes da Ilha do Marajó (PA) voltaram a ser discutidas no país recentemente, devido às novas imagens e denúncias da exploração sexual infantil, que acontecem no lugar há décadas. O jornalismo da RECORD já havia transmitido os casos criminosos e, agora, chegou até a mostrar a história de uma mãe que “vendia” suas filhas para o sustento da família; saiba mais
A miséria excessiva nas margens da ilha faz com que os nativos locais busquem as riquezas nos rios da região. Por isso, barcos com policiais conselheiros tutelares fazem constantes vistorias no arquipélago. Ao abordarem adolescentes que remavam sozinhas perto de grandes embarcações, os agentes investigam os crimes sexuais infantis. Segundo as meninas, elas estavam em busca de comida, mas sempre é em troca de algo
Logo depois, encontraram outra garota, de apenas 13 anos, também sozinha em uma balsa. Dois anos antes, essa mesma menina foi para Conselho Tutelar, e lá, a perícia identificou que ela já havia se relacionado sexualmente. Então, sua mãe recebeu uma advertência para não permitir que navegasse por conta própria
Ao ser encontrada na mesma situação, os agentes acharam, mais adiante, o seu pai em outra pequena embarcação, com diversos recipientes de combustível vazios. Os oficiais acreditam que o homem tentava comprar gasolina dos tripulantes das grandes navegações, e utilizava sua filha como intermédio. A suspeita foi reforçada quando descobriram que ele portava R$ 700 em sua carteira, quantia muito alta para o padrão local
O ativista Bruno Sechi deu detalhes dos dados estatísticos do Pará. Conforme o IBGE, ele contou que, no estado, o número de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos que vivem em situação domiciliar de extrema pobreza, chega a quase 430 mil. “Isso é consequência da falta de políticas públicas inclusivas“, afirmou o especialista.
Além de tudo, existe também o assalto às navegações que passam pelos rios da região. O tráfico de combustível desviado é outro crime muito comum na Ilha. Em uma apreensão, foram encontrados 40 mil litros de diesel roubados de uma embarcação, carga avaliada em R$ 200 mil. Muitas vezes, o óleo é utilizado como moeda de troca na exploração sexual infantil
Valdemir dos Santos, ex-conselheiro tutelar, revelou uma situação recorrente que acontece devido às práticas criminosas em questão. De acordo com sua experiência na área, ele contou que, ao “vender” as meninas para os tripulantes, que vão embora logo em seguida, muitas famílias acabam ficando no prejuízo. “Na maioria das vezes, as adolescentes ficam grávidas“, justificou.
Para quem reside na região, esse tipo de exploração é conhecido como “agarrar balsa”. Para enfrentar a miséria, duas filhas da moradora local Maria Lidiana já se submeteram a isso. “Ela pegava dinheiro dos homens“, afirmou a mãe. Uma das meninas engravidou aos 16 anos. Porém, ela também conta com dois filhos maiores de idade, que trabalham nas proximidades. Mesmo assim, a renda é quase zero. A rotina da família é assim há várias gerações, e é pouco provável que mude para as próximas.
Imagens históricas adquiridas em pesquisa sobre a infância na amazônia mostram que a exploração de crianças e adolescentes na região é algo comum. As fotos foram tiradas há mais de vinte anos, e o problema segue sem solução. O tema voltou a ser tratado pela repercussão nas redes sociais, porém, as denúncias já são antigas e recorrentes.
Acompanhe casos como esse no Balanço Geral. O programa vai ao ar de segunda a sexta, às 11h50; e aos sábados, às 13h, na RECORD.
Fonte:Balanço Geral,R7