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Explosões destroem parte da única ponte entre Rússia e Crimeia

Um grande incêndio afetou neste sábado (8) a única ponte que liga o território russo à península ucraniana da Crimeia, anexada ilegalmente por Moscou em 2014. O fogo começou após várias explosões violentas.

Segundo autoridades russas, um caminhão explodiu e incendiou sete tanques de um trem de carga que transportava combustível. Três pessoas morreram no incidente, ainda de acordo com a Rússia.

O Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia disse que o incêndio foi causado por uma bomba detonada no caminhão. Um trecho da parte rodoviária da ponte teria desmoronado. Não houve danos ao arco sobre o trecho navegável.

“Um homem e uma mulher que estavam em um veículo que passava na ponte foram mortos pelos explosão e seus corpos foram recuperados”, afirmou o Comitê, sem fornecer detalhes sobre a terceira vítima.

Nas redes sociais, o jornalista ucraniano Oleksiy Soroki postou um vídeo que seria do momento da explosão.

A ponte rodoviária e ferroviária, construída por ordem do presidente Vladimir Putin e inaugurada em 2018, é a única via ligando a Crimeia à Rússia, sendo atualmente usada principalmente para transportar equipamentos militares para as forças armadas russas na guerra contra a Ucrânia.

Repercussão

O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak afirmou no Twitter que este seria “o começo”. Ele não fez nenhuma conexão direta com o incêndio da ponte da Crimeia, mas escreveu: “Tudo o que é ilegal deve ser destruído, tudo o que foi roubado deve ser devolvido à Ucrânia, tudo o que está ocupado pela Rússia deve ser expulso”.

O Ministério do Exterior da Rússia disse neste sábado que a reação da Ucrânia à explosão na ponte que liga a Crimeia ao continente mostrou a “natureza terrorista” de Kiev. “A reação do regime de Kiev à destruição da infraestrutura civil mostra sua natureza terrorista”, disse no Telegram a porta-voz do ministério, Maria Zakharova.

Putin ordenou uma investigação oficial sobre a causa do incêndio.

O Kremlin já havia alertado contra um bombardeio da ponte de 18 quilômetros e tinha ameaçado responder a uma ação do gênero com ataques a centros de comando na capital ucraniana, Kiev.

Fonte: Foto: Reprodução/Twitter, Redação O Sul 

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