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Ferrugem asiática: o desafio que ameaça safra de soja - Rádio São José do Patrocínio

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Ferrugem asiática: o desafio que ameaça safra de soja

A ferrugem asiática continua a ser uma das maiores ameaças à produção de soja no Brasil, com o potencial de causar danos substanciais às lavouras se não for controlada de forma eficiente. No entanto, sinais de alívio surgem para a safra de 2025, com condições climáticas favoráveis e novas estratégias de manejo, o que pode resultar em uma colheita mais tranquila.

“A ferrugem é a doença mais severa da soja, e sua ocorrência depende muito das condições climáticas. Mesmo com um escape em algumas regiões, como o Cerrado, o controle precisa ser rigoroso para evitar grandes perdas”, pontua.

Os números da safra 2024/2025 mostram uma queda expressiva nos casos de ferrugem asiática em relação ao ciclo anterior. De novembro de 2023 a janeiro de 2024, foram detectados 76 focos, distribuídos por Minas Gerais (2), Mato Grosso do Sul (4), Paraná (50), Rio Grande do Sul (11), Santa Catarina (3) e São Paulo (5). No mesmo período do ciclo passado, o total chegou a 249 registros, com ocorrências também na Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Roraima, Goiás, entre outras localidades.

A redução substancial reforça a eficácia de práticas como o vazio sanitário e a utilização de cultivares mais resistentes, além de condições climáticas que ajudaram a conter o avanço do fungo na safra atual.

Ainda assim, as perdas causadas pela ferrugem podem impactar entre 5% e 10% da produtividade em áreas mais afetadas. Especialistas destacam que a maior parte dos focos ocorre em semeaduras tardias, reforçando a importância de estratégias como o plantio de cultivares precoces e o monitoramento constante da lavoura.

Portanto, embora os números indiquem um cenário mais controlado, o alerta para a ferrugem asiática permanece. O manejo adequado e investimentos em tecnologia continuam sendo essenciais para garantir a produtividade nas lavouras de soja em 2025.

Fonte: Agrolink – Aline Merladete

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