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Forçados a deixar Ilha do Pavão em 2017, moradores seguem sem solução da Prefeitura

Desde o dia 15 de agosto de 2017 as 41 famílias da Ilha do Pavão que viram suas casas destruídas vivem a peregrinação para recuperar as casas e os bens materiais, além da “dignidade” que dizem ter perdido. Tudo começou quando elas foram forçadas a abandonar as casas devido a uma disputa de traficantes na região, poucos dias depois, com os moradores ainda fora de casa, a empresa Concepa ordenou a derrubada das residências com apoio da prefeitura.

Neste domingo, as famílias realizaram um protesto em frente ao Paço Municipal e pouco depois foram recebidas por representantes da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e demais órgãos da prefeitura (Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e Guarda Municipal. No encontro a pauta foi uma ação civil pública que visa o atendimento das reivindicações. O resultado foi o agendamento de uma nova reunião para o dia 27, porque o Governo Municipal alega que não foi notificado sobre nenhuma decisão a respeito do assunto.

Foi a partir da derrubada das casas que as 41 famílias acumulam promessas de solução. Em agosto de 2019 a justiça condenou os governos Estadual, Federal e Municipal, além da concessionária, a pagar indenizações por dano moral coletivo, bônus-moradia e danos sociais aos desabrigados. Passados cinco meses da decisão, e quase dois anos e meio desde as derrubadas, apenas 14 famílias recebem o auxílio-moradia, um depósito de R$500 que é utilizado para pagar o aluguel.

Quem ainda não conseguiu o benefício conta com a ajuda de parentes para conseguir um lugar para morar. Com uma vida itinerante, muitos se revezam na casa dos familiares que prestam o auxílio até agora não veio das autoridades. É o caso de Adriana Dias, 44 anos, que desde a demolição da sua casa peregrina com o filho pela casa de parentes. “Perdemos nossa dignidade, eles tratam a gente que nem bicho”, reclama ela ao falar das inúmeras respostas evasivas quando procura o poder Público. Adriana lembra dos dias que se sucederam após ver sua casa derrubada, com todos os móveis e eletrodomésticos que tinha dentro sendo destruídos junto com as paredes. “Não tinha nenhuma explicação, foram desmanchando tudo sem dizer nada. Perdemos tudo que a gente tinha.”

A história não é muito diferente para Fernanda Lacerda Trindade, 39 anos, que também “pula de galho em galho” com os três filhos desde o dia que ficou sem casa. A situação impacta diretamente na vida dos filhos, que sem lugar fixo de moradia são trocados constantemente de escola. “São dois anos sem aluguel e eu tinha uma casa com tudo”, lembra Fernanda que precisa criar um adolescente de 16 anos, um outro de 12 e uma menina de 9 anos. A morosidade para resolver o problema também incomoda muito. “É sempre um empurrando para o outro.”

Mas a vida não está mais difícil só para quem não recebeu o auxílio-aluguel. Vilma Silva de Abreu, 25 anos, é faxineira e hoje mora com o marido, os dois filhos e um irmão em uma casa com duas peças e um banheiro. Os cinco se apertam no local, um dos poucos imóveis que aceitou alugar para pessoas que recebem os R$ 500 de auxílio aluguel. “Demorou bastante para conseguir porque as pessoas não sabem o que é e dizem que a prefeitura não vai pagar”, conta Vilma. Ela também reclama de ter sido obrigada a deixar para trás a casa que era sua e hoje precisar viver de aluguel em lugar menor e com menos estrutura. “Tínhamos tudo dentro de casa e agora moramos em uma casa minúscula com pouco espaço para todos”, conta Vilma lembrando da antiga residência onde contava com quartos separados para o casal e os filhos e a vida era muito mais confortável.

Fonte: Correio do Povo

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