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Ginete disputa o Freio de Ouro com braço fraturado

Se a Expointer Digital 2020 foi uma empreitada caracterizada pela vontade gigante de vencer as limitações que a pandemia trouxe ao Brasil e ao mundo, ela teve sua interpretação máxima em um personagem que emocionou quem acompanhou on-line a feira deste ano: o ginete Daniel Marim Teixeira, nascido e residente em Júlio de Castilhos, região Central do Rio Grande do Sul. Aos 40 anos, ele chegou à fase decisiva do 39º Freio de Ouro, de 24 a 27 de setembro, depois de classificar 13 animais entre os 92 finalistas e estar preparado para se apresentar com 11 na etapa que definiria o campeão. Entretanto, na sexta-feira (25), durante uma das provas da competição, o cavalo que montava escorregou e, com a força que empregou para tentar controlar o animal, o ginete fraturou o pulso.

Nem por isso Teixeira desistiu. No sábado, com o braço direito engessado até o ombro, disputou as primeiras fases das provas da mangueira, Bayard Sarmento e paleteada, que selecionaram os 28 conjuntos para a final do dia seguinte. No domingo, repetiu as três provas três vezes, com um cavalo e duas éguas, uma delas Guapa do Macanudo, que fechou o Freio em sétimo lugar. “Eu fiquei preocupado em honrar meu compromisso com os criadores e decidi que tinha de correr”, conta o ginete, que driblou o desconforto e controlou os cavalos com a mão esquerda nas rédeas. No final da semana, depois da competição, Daniel Teixeira submeteu-se a uma cirurgia para colocação de uma placa no local da fratura.

Três vezes campeão do Freio de Ouro (a última em 2018), três vezes campeão do Freio de Ouro da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC) e com mais 21 freios de prata e de bronze, o ginete disputou sua primeira final aos 14 anos, em 1996, quando ganhou o primeiro bronze. O gosto pelo cavalo Crioulo começou antes, aos 12 anos, na propriedade da família, que tinha criação de gado.

Em Esteio, neste ano, Teixeira conquistou seu sexto prêmio de Ginete do Ano (que escolhe o profissional com melhor pontuação acumulada no ciclo). Parar? Não. O castilhense garante que enquanto a saúde permitir vai continuar tocando a vida no dorso de um cavalo.

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