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O Tribunal do Júri acolheu a denúncia do Ministério Público (MP) e declarou culpado o homem de 50 anos acusado de matar a ex-companheira e o namorado dela em Cristal. O julgamento ocorreu nessa quarta-feira (31), no Foro da Comarca de Camaquã, quase oito anos depois do crime.
O juiz de Direito Raphael Miller de Figueiredo determinou a pena de 44 anos e quatro meses de reclusão pelos dois homicídios duplamente qualificados. A sentença foi lida após quase 10 horas de sessão. Ainda cabe recurso da decisão. Atuando pelo MP, o promotor de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein solicitou a prisão preventiva do homem. Contudo, o réu poderá recorrer em liberdade, pois obteve deferimento de liminar em habeas corpus preventivo junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJRS). O acusado foi defendido pela advogada Pauline Peters. Já uma das famílias das vítimas foi representada pelo advogado criminalista Luciano Miranda.
O duplo homicídio aconteceu na noite de 23 de outubro de 2015, no bairro Panorama. Claudete Gomes Ferreira, de 34 anos, e Girlei Lopes Rodrigues, de 20, foram encontrados mortos a tiros na residência onde a mulher morava na Rua A. Populares acionaram a Brigada Militar e afirmaram terem visto um homem sair correndo da casa. Segundo as testemunhas, ao menos cinco disparos de arma de fogo foram ouvidos vindo do interior da residência. O corpo de Claudete estava na varanda e o de Girlei na sala.
O ex-companheiro da mulher foi apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito do crime. Três dias após as mortes, ele foi até a Delegacia de Polícia (DP) do município e confessou a autoria do duplo homicídio na presença de advogados. O acusado já possuía antecedentes criminais por lesões corporais e ameaça.
A investigação concluiu que os crimes tiveram motivação passional, por conta do homem não aceitar o fim do relacionamento com Claudete. O casal já estava separado, e em outra ocasião que os dois haviam terminado o relacionamento, ele teria esfaqueado outro namorado de Claudete na ocasião, além de fazer ameaças contra ela. O acusado chegou a estar na condição de foragido, mas acabou preso preventivamente em 31 de maio de 2017. Claudete era natural de Canguçu e Girlei de Camaquã. Claudete deixou duas filhas.
Fonte:Blog do Juares