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Justiça manda soltar ex-prefeito de Lajeado suspeito de desvio de verbas federais após enchentes

A Justiça Federal determinou a soltura do ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, preso na última semana durante a Operação Lamaçal. Ele estava detido na Penitenciária Estadual de Canoas e foi liberado na noite desta segunda-feira (2). A Justiça também autorizou a soltura da empresária Lorena Mercalli, presa na mesma operação. Ela deve ser liberada nesta terça (3).
A decisão foi assinada pelo desembargador Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Caumo havia sido preso temporariamente no âmbito da investigação que apura suspeitas de desvio de recursos federais na área da assistência social após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.. A ação da Polícia Federal investiga contratos firmados com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social.

Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado, foi preso no último dia 26, pela Polícia Federal. Caumo esteve à frente da prefeitura de Lajeado entre 2017 e 2024. Ele também foi secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano no governo Eduardo Leite.

As apurações indicam que a dispensa de licitação para contratação de empresa fornecedora de profissionais como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas foi justificada pelo estado de calamidade pública decretado após as enchentes.

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de que a contratação direta não teria observado critérios de economicidade. O valor total dos contratos sob investigação soma cerca de R$ 120 milhões.

Antes de assumir a prefeitura, Caumo atuou como advogado de uma das empresas investigadas. Em novembro, durante a primeira fase da operação, policiais encontraram R$ 411 mil em espécie em um cofre no escritório em que ele trabalhava. A origem do dinheiro é apurada.

De acordo com a PF, a primeira fase da operação foi realizada em novembro de 2025, e a análise parcial do material apreendido confirmou a suspeita de manipulação nos processos de licitação.

“As investigações identificaram irregularidades em três licitações da prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social”, disse.

Ainda segundo a PF, há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

Fonte: Foto: Reprodução, Redação O Sul 

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