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O mercado brasileiro de soja encerrou o dia com ritmo lento nas principais praças, em meio ao avanço final da colheita, margens pressionadas e maior atenção dos produtores ao planejamento da próxima safra. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina preços regionalmente distintos, entraves logísticos, custos elevados e preocupação crescente com clima e crédito rural.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, favorecida pelo tempo firme, que acelerou a dessecação natural e reduziu descontos por umidade. A produtividade média ficou em 2.871 kg por hectare, mas com forte disparidade entre áreas irrigadas, que superaram 4.000 kg por hectare, e lavouras afetadas pela estiagem de janeiro e fevereiro, com menos de 1.000 kg por hectare. Pelotas e Piratini chegaram a R$ 121,00 no spot, enquanto o porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00.
Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul manteve referência de R$ 131,00, sustentado pelo bom desempenho dos embarques. A colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, mas o frete elevado e a dependência de estruturas terceirizadas de secagem e armazenagem seguem reduzindo a margem dos produtores.
No Paraná, o indicador de Paranaguá fechou a R$ 129,64, com alta de 0,30%. O estado registrou recorde no primeiro quadrimestre do complexo soja, com 5,3 milhões de toneladas exportadas e faturamento de US$ 2,3 bilhões. Apesar do resultado, produtores relatam margens menores, custos firmes e preocupação com clima, pragas e possíveis impactos comerciais externos.
Em Mato Grosso do Sul, a produção foi consolidada em 17,759 milhões de toneladas, com produtividade média de 61,73 sacas por hectare. O norte teve resultados elevados, enquanto o sul aguarda seguros por perdas da estiagem. Em Mato Grosso, o mercado ficou estático, com custos projetados mais altos, fretes em elevação e expectativa sobre soluções logísticas de longo prazo.
Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems