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Mercado de grãos abre o dia com sinais de alerta - Rádio São José do Patrocínio

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Mercado de grãos abre o dia com sinais de alerta

Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações moderadas, refletindo fatores cambiais, expectativas comerciais e ajustes técnicos por parte dos investidores. Segundo análise divulgada pela TF Agroeconômica na abertura dos mercados desta sexta-feira, os contratos negociados na Bolsa de Chicago apresentam variações limitadas, enquanto fatores geopolíticos e diferenças de competitividade entre origens seguem influenciando o comércio global.

No caso do trigo, os contratos registram leves flutuações. A pressão de baixa está ligada à valorização do dólar frente ao euro, movimento que melhora a competitividade das exportações da União Europeia e reduz o espaço do produto norte-americano no mercado internacional. Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica continua oferecendo suporte às cotações, especialmente por envolver regiões estratégicas para o comércio mundial do cereal, como o Oriente Médio, importante polo de demanda, e a região do Mar Negro, relevante área de oferta.

A soja opera em queda em Chicago, influenciada pela maior competitividade da oferta sul-americana. O óleo de soja da região está sendo ofertado cerca de 18 centavos de dólar por libra abaixo dos preços da Costa do Golfo dos Estados Unidos, enquanto a soja brasileira aparece próxima de US$ 1,50 por bushel abaixo da referência norte-americana. Essa diferença reduz as oportunidades de exportação para os EUA. O mercado também acompanha expectativas relacionadas às negociações comerciais entre Estados Unidos e China previstas para este fim de semana em Paris, além da revisão das metas de mistura de biocombustíveis nos EUA, esperada para 1º de abril.

No milho, os contratos registram leve queda após duas sessões consecutivas de alta, em movimento associado à realização de lucros. Ainda assim, as perdas encontram limite no nível elevado dos preços do petróleo e no aumento anual das exportações norte-americanas.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems

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