
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

O mercado de milho registrou alta nas bolsas nesta quinta-feira, em meio à atenção dos investidores às condições climáticas e às discussões envolvendo o setor de biocombustíveis. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 conseguiram recuperar parte das perdas recentes, diante da maior preocupação com o clima no Centro-Oeste.
O excesso de chuvas na região pode reduzir de forma significativa a janela ideal para o plantio da safrinha, fator que passou a influenciar as decisões dos agentes. No Sul do país, com os produtores concentrados nos trabalhos de campo, os negócios seguem pontuais, enquanto portos e indústrias ajustam ofertas apenas para recompor estoques.
Diante desse cenário, os principais vencimentos do milho na B3 encerraram o dia em alta. O contrato março/26 fechou a R$ 71,45, com avanço de R$ 0,91 no dia e ganho de R$ 0,16 na semana. O maio/26 terminou cotado a R$ 70,79, com elevação diária de R$ 0,69 e alta semanal de R$ 0,31. Já o julho/26 fechou a R$ 68,64, com ganho de R$ 0,21 no dia e leve recuo de R$ 0,01 na semana.
Em Chicago, o milho também apresentou leve valorização. O contrato março subiu 0,64%, ou 2,75 cents por bushel, para US$ 433,25, enquanto o maio avançou 0,34%, ou 1,50 cents, a US$ 443,50. A alta foi influenciada pelos desdobramentos no mercado de soja relacionados às exigências de mistura de biocombustíveis e à possível realocação de volumes não utilizados por refinarias menores isentas da obrigatoriedade. Parte do mercado avalia que essa redistribuição pode superar 50%. Por outro lado, um relatório semanal de exportações considerado fraco e a não apreciação, no prazo previsto, de um projeto sobre a venda anual de E-15 limitaram os ganhos.
Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems