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“Ômicron está tomando conta e números vão continuar subindo”, alerta infectologista

As projeções de aumento de novos casos de Covid-19 estimadas por especialistas no ano passado estão se confirmando já na primeira quinzena de janeiro. Com mais 14.345 diagnósticos da doença reportados hoje pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), o Rio Grande do Sul começa a enfrentar um verdadeiro tsunami de novos casos diários de coronavírus. O avanço da variante ômicron já começa a refletir no aumento da ocupação de leitos de terapia intensiva da Capital. Em duas semanas, o número de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) apresentou crescimento de 91,2%.

Desde o início do mês, as UTIs registram aumento gradual das internações. Até esta tarde, 65 pacientes com diagnóstico de Covid-19 estavam internados em estado grave. Há duas semanas, eram 34. Chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Eduardo Sprinz, espera que o cenário atual da pandemia não se transforme ‘no pesadelo que a gente viveu no ano passado’. “A curva (crescimento de casos) é a cara do que aconteceu na Europa e nos EUA. É a variante ômicron tomando conta. E os números vão continuar subindo de forma vertiginosa”, explica.

A disseminação do vírus no Estado gerou uma explosão de casos de Covid-19, elevando para 74.295 o número de diagnósticos da doença nos primeiros 14 dias de janeiro. No pior momento da pandemia, em março do ano passado, foram confirmados 233.632 casos da doença. “Estamos começando a ver pacientes internando por Covid nos hospitais”, destaca. Conforme Sprinz, desde a semana passada houve uma explosão dos casos. “É um tsunami. O que vai acontecer no futuro próximo a gente ainda não sabe. O que a gente não quer é que fique o caos que aconteceu no ano passado”, observa.

O infectologista reforça que o aumento das internações em leitos de terapia intensiva só não é maior por conta do alto índice de vacinação na Capital. Ele ressalta que as ‘coisas só não estão piores’ em função da imunização. “As pessoas estão mais protegidas, talvez seja isso que está segurando nesse momento. Mas se eu tenho uma doença 100 vezes menos letal, mas se for contaminar cem vezes mais, vai ser a mesma coisa. A gente está vendo, no geral, que é menos grave, mas se muita gente ficar doente, ao mesmo tempo, vai ser uma catástrofe”, afirma.

Ao destacar a importância da vacinação e de medidas de proteção individual, Sprinz alerta que a população deve evitar aglomerações. Diante do cenário, ele explica que as projeções de aumento de casos a partir da segunda quinzena de janeiro estão se confirmado. “Imagina se a nossa população não estivesse vacinada, imagina o caos que não estaria? É importante a gente entender que as coisas só não estão piores por causa da vacinação. Se fosse depender do comportamento do ser humano a situação provavelmente estaria caótica”, critica.

“É uma cepa muito transmissível, mas menos agressiva”, diz secretário da Saúde 

Mesmo com crescimento das internações nas UTIs da Capital, inclusive de casos confirmados para Covid-19, o secretário Municipal da Saúde, Mauro Sparta, avalia que o sistema de saúde da cidade não deve enfrentar cenário semelhante ao pior momento da pandemia, em março e abril do ano passado, quando os hospitais operavam acima da capacidade. Com 614 leitos de terapia intensiva ocupados – de um total de 863 – até o início da noite de ontem, a taxa de lotação era de 75,62%, com 65 pacientes com diagnóstico do novo coronavírus.

Conforme Sparta, a ômicron se revela ‘muito transmissível, mas menos agressiva’. Por conta disso, ele acredita que as internações em leitos de terapia intensiva não devem subir. “Não acredito em aumento exponencial ou vertiginoso como tivemos em março e abril do ano passado. A vacinação está sendo muito efetiva, se não tivéssemos vacinado, estaríamos enfrentando situação parecida com aquela”, avalia, acrescentando que se for preciso a prefeitura poderá ampliar o número de leitos. Sparta destaca que as infecções foram diminuindo à medida que a vacinação ganhou força.

Mas a confirmação da circulação da nova cepa, em dezembro, houve aumento do contágio. “É uma cepa menos agressiva, muito transmissível, mas menos agressiva. Tanto que nossos números de internações aumentaram levemente”, reconhece. Para avaliar o perfil das internações atuais na Capital, a secretaria está fazendo levantamento dos pacientes junto aos hospitais. “A maioria deles está com esquema vacinal incompleto. E todos apresentam comorbidades mais graves”, destaca.

Em relação aos leitos clínicos, Sparta afirma que houve leve aumento. Mesmo assim, ele reforça o apelo à população para buscar os postos de vacinação. “As pessoas que estão com vacinação atrasada, devem fazer a terceira dose. Quem não fez a segunda também deve fazer”, orienta.

Fonte: Foto: Guilherme Almeida, Felipe Samuel, Correio do Povo

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