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Pandemia faz produção industrial ter pior março desde 2002, diz IBGE

A pandemia de novo coronavírus fez a produção industrial brasileira ter o pior resultado para o mês de março desde 2002, segundo Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve queda de 9,1% na produção em comparação ao resultado de fevereiro deste ano.

O gerente da pesquisa, André Macedo, diz que o isolamento social fez com que diversos setores fossem paralisados e refletissem na produção industrial do mês e ressalta que as medidas de contenção da disseminação do vírus começaram em março em diversos estados do país.

“Esse impacto da pandemia fica evidenciado quando se compara com o mês de fevereiro, já que a taxa é fortemente negativa e representa a queda mais intensa desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. E não apenas pela magnitude da taxa, mas também pelo alargamento por diversas atividades, incluindo todas as quatro categorias econômicas e 23 das 26 atividades pesquisadas”, disse. No período da greve dos caminhoneiros, citado por Macedo, a queda havia sido de 11%.

Setores mais afetados

A atividade com maior impacto negativo foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-28%). Outros setores com quedas importantes foram confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,8%), de bebidas (-19,4%) e de couro, artigos para viagem e calçados (-31,5%).

Em contrapartida, os grupos que tiveram aumento na produção foram impressão e reprodução de gravações (8,4%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (0,3%).

Segundo Macedo, “o que se verifica no conjunto do setor industrial é um comportamento negativo relevante e, mais do que isso, uma disseminação de resultados negativos por várias atividades”.

Também houve recuo na produção comparando março deste ano com o mesmo período de 2019, com taxa de – 3,8%. De janeiro a março deste ano, a produção acumula queda de 1,7%.

Fonte: Correio do Povo

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