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Polícia Civil investiga denúncia de estupro praticado por policiais em Camaquã - Rádio São José do Patrocínio

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Polícia Civil investiga denúncia de estupro praticado por policiais em Camaquã

Uma mulher, de 23 anos, registrou um boletim de ocorrência, na última sexta-feira (23), acusando dois policiais por estupro em Camaquã. O caso teria acontecido na última quinta-feira (22), em uma boate localizada na Rua Capitão Jango Castro, no bairro Santa Marta.

O Blog do Juares teve acesso ao boletim de ocorrência registrado na 29ª Delegacia de Polícia Regional (DPR) de Camaquã. De acordo com o que a vítima relatou, um policial militar e outro civil a levaram para um dos quartos do local e a estupraram e agrediram diversas vezes sem o uso de preservativo.

Ainda segundo a dançarina da boate, durante o ato, os policiais gritavam as seguintes frases: “Vocês vendem droga, vocês têm droga aqui dentro.”, “Onde vende droga?”, “Cadê o (a) dono (a) do local?”. A vítima respondia que não sabia de drogas no local e que os policiais conheciam a dona do local.

A vítima não quis atendimento médico após os abusos, mas quis o encaminhamento ao Departamento Médico-Legal (DML) de Camaquã. Ela deseja representação judicial criminal contra os dois suspeitos de cometerem o crime.

O Blog do Juares entrou em contato com o comando do 30º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na tarde desta quarta-feira (28), que informou que a corporação está apurando as informações e, que a até o momento, não chegou nenhuma informação formalmente para o batalhão.

De acordo com a Polícia Civil (PC), há apenas a identificação de um dos autores, e não há confirmação de que o outro envolvido também seja policial. No entanto, a PC não revelou quem é o policial identificado, e não fornecerá mais detalhes sobre o caso por se tratar de crime contra a liberdade sexual. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Leia na íntegra a nota da Polícia Civil sobre o caso:

“Considerando notícias veiculadas na imprensa de abuso praticado por um policial civil e um militar, salientamos que há apenas a identificação de um dos autores. Quanto ao outro, a polícia civil segue investigando não havendo sua identificação e tampouco a confirmação que este segundo se trate de policial.”

Fonte: Produção do conteúdo: Juares da Luz e Mitiel da Luz / Blog do Juares

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