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Polícia Federal realiza operação contra espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência, a Abin

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Vigilância Aproximada com o objetivo de investigar uma organização criminosa que teria se instalado na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial.

Um dos alvos da ação é o ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a agência no governo de Jair Bolsonaro. Buscas foram feitas no gabinete de Ramagem e no apartamento funcional da Câmara ocupado por ele.

No total, os policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão imediata do exercício das funções públicas de sete policiais federais. As ordens judiciais foram cumpridas em Brasília (DF), Juiz de Fora (MG), São João Del-Rei (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é uma continuação das investigações da Operação Última Milha, deflagrada em 20 de outubro de 2023. As provas obtidas a partir das diligências executadas pela PF na época indicam que o grupo criminoso criou uma estrutura paralela na Abin e utilizou ferramentas e serviços da agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da PF.

Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Fonte: Foto: PF/Divulgação, Redação O Sul

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