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Programa SERMulher RS amplia acesso ao diagnóstico precoce e fortalece a atenção à saúde da mulher - Rádio São José do Patrocínio

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Programa SERMulher RS amplia acesso ao diagnóstico precoce e fortalece a atenção à saúde da mulher

 

No mês da conscientização sobre o câncer de mama e às vésperas do Dia Mundial de Combate à Doença, celebrado em 19 de outubro, o Governo do Rio Grande do Sul destaca os resultados do Programa SERMulher RS, iniciativa da Secretaria Estadual da Saúde (SES) voltada à ampliação do acesso ao diagnóstico precoce e ao atendimento especializado em saúde da mulher. Presente em todas as regiões do Estado, o programa atua como referência especializada e oferece suporte à Atenção Primária à Saúde (APS), qualificando o acesso a consultas, exames e acompanhamento clínico.

Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o programa realizou mais de 51 mil consultas em ginecologia e 16,8 mil atendimentos em mastologia. Os números demonstram a ampliação da oferta de assistência especializada e o fortalecimento das estratégias voltadas à identificação precoce de doenças que afetam a população feminina.

Entre os atendimentos disponibilizados estão aqueles destinados a mulheres com alterações em exames de rastreamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero. O programa também acompanha casos com suspeita de endometriose, adenomiose, miomatose, infertilidade e demandas relacionadas ao climatério, contribuindo para ampliar o acesso ao cuidado especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da assistência às pacientes, o SERMulher RS fortalece a navegação oncológica, acompanhando as usuárias nas etapas de investigação, diagnóstico e tratamento. A medida busca tornar o percurso assistencial mais organizado e agilizar o acesso aos serviços necessários.

Outra frente de atuação é a qualificação da rede pública de saúde. Os serviços habilitados apoiam a formação de profissionais da Atenção Primária para inserção de dispositivos intrauterinos (DIUs), implantes contraceptivos subdérmicos e aperfeiçoamento das técnicas de coleta do exame citopatológico.

Atualmente, o SERMulher RS conta com 19 serviços habilitados distribuídos em todas as regiões do Rio Grande do Sul. Para 2026, estão previstos investimentos de R$ 30 milhões. Somados aos recursos destinados desde o início da implantação, em 2025, os investimentos totalizam R$ 40,5 milhões.

Os dados mais recentes reforçam a importância das ações de prevenção e rastreamento. Conforme informações preliminares do Painel de Oncologia, foram registrados 1.459 novos casos de câncer de mama no Estado até setembro de 2026. Embora a taxa de incidência tenha apresentado redução em comparação com anos anteriores, a doença continua entre os principais desafios para a saúde pública.

A Secretaria Estadual da Saúde destaca que a detecção precoce amplia as possibilidades de tratamento e recuperação. Nesse contexto, a mamografia continua sendo a principal ferramenta para identificar alterações antes do surgimento de sintomas.

Desde a publicação da Nota Técnica 626/2025 do Ministério da Saúde, a faixa etária recomendada para a realização da mamografia de rastreamento passou a abranger mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas, com periodicidade de dois anos. Antes, a recomendação contemplava mulheres de 50 a 69 anos.

Mesmo fora dessa faixa etária, mulheres entre 40 e 49 anos ou acima de 74 anos podem realizar o exame pelo SUS mediante avaliação profissional e orientação sobre benefícios e riscos. Além disso, pacientes com sinais ou sintomas suspeitos têm acesso à mamografia diagnóstica independentemente da idade.

Dados referentes a 2025 mostram que 58% dos casos de câncer de mama ocorreram entre mulheres da faixa etária considerada prioritária para rastreamento. Apesar disso, os indicadores de realização de mamografias no Estado seguem abaixo das metas previstas, evidenciando a necessidade de ampliar a conscientização sobre a importância do exame.

Especialistas orientam atenção a sinais como nódulos nas mamas ou axilas, alterações na pele da mama, mudanças no mamilo, secreção espontânea, assimetria das mamas e lesões persistentes. Diante de qualquer alteração, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima. Os exames, procedimentos diagnósticos e o tratamento do câncer de mama são oferecidos gratuitamente pelo SUS. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

Fonte: Foto: Arthur Vargas/Ascom SES, Gisele Flores

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