Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Risco Brasil chega a nível mais alto desde maio de 2020 - Rádio São José do Patrocínio

Fale conosco via Whatsapp: +55 51 996015863

No comando: Quarta-feira será de sol e calor na maior parte do RS

Das às

No comando: Madrugada São José

Das 00:00 às 06:00

No comando: Bombeando a cara do dia

Das 06:00 às 07:50

No comando: Festival da Trinca

Das 07:00 às 12:30

No comando: Correspondente Rede Guaíba Sat

Das 07:50 às 08:00

No comando: Show da Manhã

Das 08:00 às 12:00

No comando: Balcão de Negócios

Das 12:00 às 12:30

No comando: Momento Nativo

Das 12:30 às 13:00

No comando: Arco da Velha

Das 13:00 às 14:00

No comando: Clube do Ouvinte

Das 14:00 às 17:00

No comando: Minha terra é assim

Das 17:00 às 19:00

Risco Brasil chega a nível mais alto desde maio de 2020

O chamado risco Brasil, que mede a capacidade do País pagar suas dívidas, retornou ao patamar dos 300 pontos na terça-feira (28) pela primeira vez desde os primeiros meses da pandemia de Covid-19, em 2020.

Os dados são da S&P Global Market Intelligence, que acompanha os contratos com prazo de cinco anos do chamado Credit Default Swap (CDS). Um CDS é uma espécie de seguro contra um calote de dívida. Se o número de contratos sobe, o risco país aumenta.

Segundo o levantamento da consultoria, o risco Brasil ultrapassou os 300 pontos pela última vez em 16 de março de 2020. À época, a elevada incerteza ao redor do mundo sobre os possíveis impactos da pandemia aumentaram os temores de calotes.

O indicador permaneceu acima dos 300 pontos por quase três meses, mas a partir de 25 de maio iniciou uma tendência de queda. O valor mais alto no período foi em 18 de março, com 379 pontos.

Entretanto, o risco Brasil iniciou um movimento de ascensão desde 30 de maio de 2022, que culminou com os 300 pontos atingidos na terça-feira.

O movimento ocorre em meio a uma combinação de cenários doméstico e externo desfavoráveis.

No exterior, os investidores apostam cada vez mais em uma forte desaceleração econômica global, e uma possível recessão, enquanto as grandes economias entram em ciclos de alta de juros para lidar com níveis recorde de inflação.

Há, ainda, incertezas quanto à guerra entre Ucrânia e Rússia, que impactou a economia mundial, e a pandemia, cujos efeitos têm sido sentidos especialmente na China, com o país tentando conter novos surtos às custas de um impacto negativo na atividade econômica.

Já internamente, o risco fiscal voltou ao radar dos investidores. O governo federal e o Congresso têm buscado aprovar medidas para aliviar a alta nos preços dos combustíveis e seus efeitos. O próprio aumento de gastos pode levar a um crescimento da dívida pública, e portanto aumenta a dificuldade em pagá-la.

Nesta quarta-feira (29), foi divulgado o parecer da chamada PEC dos Combustíveis, que envolve a alta no valor de programas sociais como o Auxílio Brasil e a criação de uma nova ajuda para caminhoneiros. A projeção é que o impacto nas contas seja de cerca de R$ 38 bilhões.

A combinação resulta em um cenário favorável para o dólar, que voltou nas últimas semanas a ultrapassar a casa dos R$ 5, mas ruim para economias emergentes, que podem enfrentar problemas econômicos em meio à retirada de investimentos estrangeiros. Com isso, o risco-país tende a subir.

A própria alta no risco tende a ser negativa para a imagem do Brasil junto aos investidores, já que a medida é tida como referência no mercado para determinar o quão seguros os investimentos no país são.

O contexto internacional tem estimulado uma aversão a riscos, que tende a prejudicar especialmente países vistos como mais arriscados.

Fonte: Foto: Reprodução, Redação O Sul 

Deixe seu comentário: