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Projeto que prevê a retirada dos cobradores de ônibus deve ser votado hoje na Câmara de Vereadores a partir das 14h, no plenário Otávio Rocha. De acordo com o departamento legislativo da Casa, a medida irá entrar na pauta como prioridade, já que a votação tinha sido iniciada na semana passada. A análise da proposta, no entanto, poderá ser adiada por cinco sessões se qualquer vereador ingressar com um requerimento solicitando adiamento, desde que o pedido seja aprovado. Se isso acontecer, o tema só será votado na segunda quinzena de fevereiro. Os outros seis projetos da prefeitura que compõe o pacote Transporte Cidadão passarão pelos trâmites normais da Câmara.
Para esta terça-feira, os rodoviários projetaram um novo protesto, desta vez na forma de operação padrão, com apenas 30% dos ônibus nas ruas de Porto Alegre.
O pacote com cinco projetos que alteram radicalmente o transporte público de Porto Alegre é classificado pelo Governo como uma necessidade de ação. Gestado desde maio de 2019, as medidas impactam diretamente na tarifa e visam dividir mais a conta com a população. Para isso, as propostas incluem criação de novas taxas voltadas aos motoristas e empresas de aplicativo de carros, até uma mudança no sistema da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
O secretário municipal extraordinário de Mobilidade, Rodrigo Tortoriello detalhou o plano e como ele foi pensado. Tortoriello afirmou que a elaboração de uma nova matriz tarifária surgiu no primeiro semestre do ano passado, quando o prefeito Nelson Marchezan Júnior pediu que ele encontrasse uma forma de reduzir R$ 1 o preço da passagem.
Com as medidas apresentadas na segunda-feira, e que podem ser votadas nesta quinta e sexta-feira em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores, a gestão municipal projeta que a tarifa do ônibus seja de R$ 2 a partir de 2021 e não sofra nenhum reajuste neste ano.
Duas das medidas são as mais polêmicas: a que propõe taxação das corridas de aplicativos e a cobrança para motoristas que venham de outras cidades. Sobre a taxação dos aplicativos, Tortoriello afirmou não temer que a medida tire a competitividade ou inviabilize o negócio. Ele garante que não serão os profissionais os responsáveis por pagar R$ 0,28 por quilômetro rodado, mas, sim, as empresas.
Fonte: Correio do Povo