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O mercado de máquinas agrícolas atravessa um período de retração prolongada e acumula sinais de preocupação para os próximos anos. O desempenho recente indica perda de ritmo nas vendas, dificuldades no acesso ao crédito e aumento da concorrência externa, formando um cenário desafiador para a indústria.
Dados da Anfavea mostram que as vendas no varejo somaram 49,8 mil unidades em 2025, queda de 3,6% em relação a 2024. O setor registra quatro anos consecutivos de retração e, na comparação com 2021, a redução chega a cerca de 10 mil unidades. Entre os segmentos, as colheitadeiras concentram as maiores perdas, com volume próximo de um terço do observado em anos anteriores, refletindo a menor capacidade de investimento dos produtores e as restrições financeiras.
O ambiente de juros elevados tem limitado a demanda ao encarecer financiamentos e reduzir aquisições. Diante disso, a Anfavea aponta a necessidade de reforço em instrumentos como o Plano Safra e linhas do BNDES para sustentar o setor. Apesar do cenário adverso, os tratores de baixa potência apresentam reação, impulsionados por políticas voltadas à agricultura familiar, com destaque para o Pronaf Mais Alimentos, que oferece taxas próximas de 5%.
A Índia lidera entre os fornecedores, com 6 mil unidades, seguida pela China, que soma 3,9 mil máquinas e crescimento de 85,7%. Estudo de competitividade indica vantagem de custo para fabricantes estrangeiros, com redução de despesas de até 27%, influenciada por fatores como escala produtiva, preço do aço e custo de mão de obra.
Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems